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que tal falar de coisas inuteis,? assumindo desde já que todas o são mas umas mais que outras. por exemplo: vadiar por estes clubes de desencontros relativos...
Posted by joao
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Oct 16, 2007 9:58 AM |
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que o Hi5 proporciona como ninguém.... máscaras há para todos os gostos. Vimos aqui para quê afinal???
Posted by Lenix 2007
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Oct 16, 2007 2:17 PM |
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para nos conhecermos! porque no espelho que o outro é, cada um tem a oportunidade de se conhecer melhor, de se desmontar sobretudo. e isso é inestimavel. tal como a tua praia e a tua mão contra ela. suspensa...
Posted by joao
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Oct 19, 2007 9:59 AM |
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ver o teatro da vida, mas sentados na 1ª fila da plateia... o espelho é aqui, totalmente distorcido. Entre máscaras e alter-egos há de tudo um pouco. Conhecer ou iludir? O mundo virtual é isso mesmo.. poucos o usam com VERDADE.
Posted by Lenix 2007
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Oct 20, 2007 6:21 AM |
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Ups, não fui clara... a mão não é minha
Posted by Lenix 2007
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Oct 21, 2007 3:39 PM |
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entrar nas coisas intimas é perder a objectividade, supondo que alguma vez a conseguimos colocar do lado e fora e ver. durante quatro anos escrevi um diário. progressivamente perdi a pouca relação com os acontecimentos e ganhei uma especie de poesia da realidade ou dos sentimentos. a escrita ganhou musica. eu ganhei consciencia dos mundos infinitos em que gravitamos ou que dentro de nos gravitam. foi interessante.
se a mão não é tua, a ideia de a usares, foi. logo, algo nela te pertence. quanto à praia, é colectiva. quando era jovem, havia em lisboa os cinemas de reprise onde, pelo preço de um bilhete, se viam dois bons filmes. eu gostava sobretudo de me sentar na primeira fila do primeiro balcão (havia um 2º mais acima) e dali, sem custos emocionais (não me misturava com a confusão da plateia) gozava o misterio de simultaneamente fazet parte do filme e de estar ausente. concordo que o espelho é multiplo, é permanente, e resiste a todas as tentativas de o compreender. tal como o labirinto. mas tentar a aventura da comunicação, parece-me o passo a dar no sentido de irmos um pouco mais longe. abraço joao Posted by joao
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Oct 22, 2007 8:07 AM |
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nunca somos suficientemente claros - nem transparentes! por isso insistimos. que é o amor (ou a sua tentativa) senão uma insistencia?
Posted by joao
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Oct 22, 2007 8:09 AM |
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A mão faz parte do meu mundo; entrou nele sem aviso e desmontou uma montagem de anos.
Larguei o meu diário há mais tempo, se é que era um diário. Apenas pequenas notas, apontamentos de pequenissimas coisas que se salientavam no corropio da rotina. Continuo a gostar do sabor das palavras, mas mais ainda de as apreciar qual enólogo. E de olhar, ler nas entrelinha e olhos mudos de quem revela o que não quer por pormenores dissonantes. Gosto das tuas palavras, dos conceitos abandonados por tantos que já não se dão ao trabalho. Curioso, tenho encontrado pessoas assim por aqui. Cinema de reprise; deixa-me ver, as sessões do Quarteto à meia noite e até ás 04h00?? Não, esse não tinha bancada. Seria São Jorge (o antigo) ou mesmo o Império (que não URD). Há uma que me ficou na memória: Hair e Voando sobre um ninho de cucos. Díficil encontrar dois filmes assim emparelhados. Comunicação, soa tão bem num tempo em que a aparência é tudo. O ultimo modelo de carro, ou de telemóvel? Hum, como é que se vivia sem multibanco??? Andemos pois. Abraço L Posted by Lenix 2007
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Oct 22, 2007 2:09 PM |
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as mãos normalmente montam coisas! se essa desmontou, é caso para agradecer. mas tenho reparado (avaliando pela minha vida) que nenhuma desmontagem dura. tambem é verdade que as montagens são efemeras. como em quase tudo, a vida oscila, e nos com ela.
o meu diário foi como o seu: momentos! sobretudo existenciais. e comecei-o depois da minha mulher morrer a pedido da psicologa, para ver se poupavamos tempo na terapia. comecei pela infancia e fui andando no tempo até à morte dela. e aí parei. mas depois, como tinha ganho gosto por aquilo (e fazia-me companhia) continuei um bocadinho todos os dias. é preciso dizer que escrevo desde que aos 19 amei loucamente uma mulher e me perdi com ela e comigo. desde então (sobretudo para entender o que entre nós foi então impossivel) tive de escrever sem limite de tempo ou barreiras de sensibilidade. o que foi importante 9 anos depois, quando finalmente me desmontei e à relação cá dentro até tudo ser transparente hoje escrevo pouco, ou nada! falta-me o motivo que só a loucura de amar ou de desbravar terras desconhecidas, confere. sobretudo faltam-me os outros. mas no domingo peguei no carro e fui almoçar a evora. então, na nave da catedral, envolvido pela luz dourada, telefonei a uma amiga que namora um juiz. e e inspiração veio. mas veio por causa dela. são sempre os outros que me fazem sair de mim e ir por aí fora essa sua ideia de "ler" nas palavras dos outros as dissonancias, interessante - e perigosa. hei-de pensar nisso o meu cinema de reprise era o palhinhas, anexo ao salão de jogos monumental, proximo ao rato. ou o paris que ficava na estrela. salas de segunda categoria mas cujos preços para mim eram possiveis. estou a gostar desta nossa troca de palavras (ideias tambem), e estou com vontade de lhe enviar poemas que escrevi. um destes dias tento copiar para aqui um ou dois. se quiser, claro. porque esta coisa da poesia é sempre tão intimista abraço joao Posted by joao
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Oct 23, 2007 8:45 AM |
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Descobri de repente que tudo que aqui escrevo tinha caracter colectivo. Interessante ideia se pensarmos que cada vez mais somos um ser com a dimensão de um planeta mas, precisamente por isso, onde cada um se está perdendo de si, de uma vida propria, sobretudo de uma consciencia individual com toda a responsabilidade que isso implica.
Enfim, são escolhas! Abraço Joao ps/ perdoe o intimismo Posted by joao
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Oct 25, 2007 5:30 AM |
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