Dois irmãos que geriam uma agência funerária e um crematório em Filadélfia, EUA, admitiram que vendiam cadáveres a uma empresa que traficava partes de corpos roubados, um acto macabro que deixou as famílias horrorizadas quanto ao destino dos familiares.
De acordo com a CNN, Louis e Gerald Garzone declararam-se culpados da acusação de conspiração, roubo, abuso e fraude. Os dois indivíduos permitiram que pelo menos 244 corpos fossem violados sem a permissão dos familiares e ainda sem qualquer teste médico.
Pele, ossos, tendões e outras partes, algumas delas com doenças, foram vendidas por todo o país para implantes dentários, próteses para as ancas e joelhos, entre outros procedimentos.
O mentor do esquema, Michael Mastromarino, declarou-se culpado de centenas de queixas que o poderiam condenar a prisão perpétua, mas Mastromarino encontra-se já a cumprir uma pena de 54 anos.
Em Filadélfia, Mastromarino pagou aos dois irmãos e ao seu sócio, James McCafferty, uma quantia superior a 168 mil euros por pelo menos 244 cadáveres no período entre Fevereiro de 2004 e Outubro de 2005. O tecido retirado de um corpo chegava aos 2,76 mil euros.
Apenas 49 dos 244 corpos foram identificados pelas autoridades, porque o caso envolvia falsificação de nomes, idades e causas de morte.
Entre os cadáveres encontrava-se o do apresentador de "Masterpiece Theatre", Alistair Cooke.
JN