Eu tento, mas continuam a insistir. Depois se um gajo se passa, é chamado de bruto, insensível, e outras coisas que a minha boa educação, não me permite dizer.
Quer dizer... fui almoçar um peixinho grelhado, estava bom sem dúvida, uma dourada grelhada com guarnição e claro, vinho tinto. Ora aí está... vinho tinto, pedi uma Reguengos de 7,5 cl, para duas pessoas, e para almoço era suficiente sem dúvida. Quando não é, que o energúmeno do empregado me trás, a garrafa de vinho gelada e ainda vinha com o frapé! “ Mas este gajo é parvo? Isto é um crime!” – pensei!
Tomado em raiva, tamanha era a barbaridade que estava a ser cometida, perante meus sensíveis e inocentes olhos. Disse ao empregado, em tom de raiva contida a muito custo “ o senhor não sabe, que o vinho tinto é servido à temperatura ambiente?” – “ah! E tal, desta marca, só tenho fresco.”
- “Tanso!” pensei em tom de escárnio, tal era a ignorância desta besta.
- “Traga-me um Borba, tinto e natural.”
Assim foi, lá veio aquele assassino de boa casta, infame. Bem, entretido estava na conversa, que não reparei que aquela besta-quadrada colocou a garrafa de Borba, dentro de um balde de gelo. – “Incrível, este gajo não é parvo. Este gajo, saiu de uma banda desenhada de humor negro.”
- “ Ó amigo! (salvo seja), não ouviu o que eu lhe disse á bocado?”
- “ Do vinho?” retorquiu a besta.
- “ Sim do vinho.”
- ” Pois. Mas sabe? É que esse tava quente. Tava ao pé do motor do balcão.”
- “ Então por favor traga-me um que esteja à temperatura ambiente.” Chiça qué burro.
Voltou passados alguns minutos poucos. Com uma garrafa de vinho branco.
- “ Natural só branco. Pode ser?”
- “Não pá, não serve traz-me uma sagres fresca e esquece o vinho.”
E meus amigos digam lá que não é de um gajo dizer Puta que pariu os empregados de mesa!
Gregos ou Troianos…
Continuem bem!