Fala-se k tudo aconteceu no século XVIII e k foi protagonizado pelo Visconde de Moreira de Rei, político influente no concelho e homem de bem mas não de levar afrontos para casa. Deputado às Cortes, terá chegado atrasado a uma sessão daquele órgão monárquico, no que terá sido censurado grosseiramente por um tal "Marquês", também deputado, que chegou ao desplante de lhe chamar "cão tinhoso".
O nosso Visconde fingiu não ouvir o impropério e mostrou-se tranquilo durante a sessão mas, finda aquela, interpelou o Marquês petulante, repreendendo-o pelas palavras descorteses que lhe havia dirigido. Em vez de lhe pedir desculpa, este arremessou-lhe provocadoramente as luvas no rosto.
Na época, os conflitos resolviam-se em duelo, que se tornou inevitável.
Ao ofendido competia escolher as armas, e quando todos pensavam que iria preferir espadas ou pistolas, como era usual na altura, o Visconde apresenta-se para o recontro munido de dois resistentes varapaus. O marquês, é claro não sabia manejar tal arma, e assim, quando a sessão de bordoada começou, o Visconde, perito na arte do jogo do pau, tradicional nesta região, enfiou-lhe tanta fueirada no rival que, como escreve o poeta, "pôs-lhe o lombo num feixe".
À gargalhada ante o acontecimento, os assistentes não se contiveram e gritaram, em coro: "Viva a Justiça de Fafe". Esta é a versão mais corrente da origem da expressão "Justiça de Fafe"! Hoje(seculo XXI) apenas nos basta acrescentar: ATE OS COMEMOS ehehehe