H� uma casa no olhar
de um amigo.
Nela entramos sacudindo a chuva.
Deixamos no cabide o casaco
fumegando ainda dos inc�ndios do dia.
Nas fontes e nos jardins
das palavras que trazemos
o amigo ergue o c�lice
e o ver�o
das sementes.
Ent�o abre as janelas das m�os para que cantem
a claridade, a �gua
e as pontes da sua voz
onde dan�am os mais �rduos esplendores.
Um amigo somos n�s, atravessando o olhar
e os v�us de linho sobre o rosto da vida
nas tardes de rel�mpagos e nos ex�lios,
onde a ira n�mada da cidade arde
como um cego em busca de luz.
Eduardo Bettencourt Pinto
td bem cntg?
há kt tempo.....já tenho bue saudades tuas
bjinhos gandes