Dirigia-se uma vez mais para a clinica. O ritual era sempre o mesmo.E, mes apos mes, quando fazia a analise e descobria que nao tinha engravidado, nao conseguia deixar de se esconder e chorar baixinho.
Estava um dia lindo. O sol começava a aquecer as ruas, e havia o bulicio normal das primeiras horas da manha.
Mesmo ao lado da clinica, por cuincidencia, havia um jardim-de-infancia.
E sempre que ela chegava, la estavam os carros a pararem em segunda fila, as maes aceleradas a subirem a calçada, com os pequenos numa mao e os cestos na outra.
A iorinia da situaçao nao a deixava indiferente. E, a amior parte das vezes, ia um pouco mais cedo so para ficar parada na rua a ve-los entrar no patio da escola, aos gritos, a correrem, cheios de vida.
Vida. Palavra magica.
Para uma mulher, a maternidade era algo tao natural, tao... simpes. pelo menos era assim que ela pensada ate ao dia em que descobrira que com ela o caso era diferente.
E quando pela primeira vez foi a consulta, e entrou na sala repleta de nykheres de rosto ansioso e esgotado, percebeu que, afinal ser mae nao era para todas.
Mas recusava-se a desistir. O marido começava a dar sinais de saturaçao. Para ser verdadeira, era bem mais do que isso. Havia nele um afastamento cada vez maior. Dela, do projecto de ter aquele filho tao desejado. Quiça desles mesmos e do seu casamento.
A ela, o que a alimentava eram aqueles dias em que se dirigia a clinica, e ficava parada na rua, escostada a parede de um predios e sonhava um diaem que seria ela a passar aquela porta com o seu filho pela mao e o cesto de verga...
aquela cena do myindoor ja comecou ? : D