Tique-taque, tique-taque. Entra e bate
Com a porta, sem demora, não vai esperar lá fora.
Anseia tanto, que desespera, altera
Para outro plano que não o anterior, que terror.
Fecha tudo e fecha rápido, fica estático…
Quer espreitar, sem mexer, vai deitar tudo
A perder. Que prazer!
A angústia que se eleva, naquela outra terra
É aliciante. Na estante
Da vizinha onde tinha artilharia,
Hesita. Invicta…
Naquela escuridão, perdeu seu tostão
E então?
Ficamos mudos, calados. Fatigados.
Pisa, range, range, pisa. Intriguista
De primeira, sobe pela lareira,
Cai e fica ileso, o teso.
Não tem onde cair morto,
Mas morto não há-de cair. E a rir,
Termina seu escape e bate
Na grande luz da cidade que invade
O seu cérebro, supérfluo.
Com dois pontos por cozer, sangue a escorrer,
Não desanima e termina
Ou julga terminar, pois vai a assobiar
Quando os lábios não sabia juntar…!
Corre como nunca correste, perdeste.
Cansa-te como nunca ousas-te, gritaste,
Gemeste de dor, outro horror,
Pior ao saber que no plano anterior
Não ias sorrir, não terias glamour,
Não ficarias assustado…
Nem a casa teria assobiado.