“Caminho…”
“Se hoje te dissesse que o sol, brilha só para ti, que as nuvens partiram e levaram, a sombra que nos tentou afastar, o dia vai acabar, vou oferecer-te o luar, porque o céu não é de ninguém…
Vem comigo esta noite... Agarra a minha mão, dou-te as estrelas, o luar, se isso não chegar ouve bem esta canção, hoje dou-te… O meu coração!
Se eu pudesse voltar atrás no tempo tinha-te dito que a terra gira por ti, o dia vai acabar vou oferecer-te o luar porque o céu não é de ninguém…”
“Entre o Sol e a Lua”
(Ricardo Azevedo)
Uma música tão simples e que tanto significa. Eu sei que te amo e por isso já “aprendi” que não posso enganar ninguém a esse respeito. Não te posso enganar, e principalmente não me devo enganar a mim. Ao assumir perante mim própria que te amo é o maior passo que podes imaginar.
Este caminho turbulento, contigo, torna-se mais suave… Este caminho entre o sol e a lua quem sabe…. Por mais infinito que seja, há sempre aprendizagens que ficam, emoções que nos marcam. Gestos, acções, atitudes…
Como se fossemos num passeio da vida, mas por vezes falhássemos o passeio. Algumas vezes acabamos por cair na estrada e ser atropeladas da forma mais cruel e fria. Outras, andamos ali no cai não cai, e tu que caminhas ao meu lado, dás-me a mão e equilibras a minha vida.
Talvez entre o sol e a lua eu arranje a resposta para o que sinto, para a maneira como sinto, pela pessoa que sinto. Não decerto da maneira mais correcta, mas da maneira que me faz sorrir, simplesmente sorrir. Algo que nos marcou num segundo e que nos acompanha uma vida, é por esses pequenos segundos que equilibro a minha vida de forma a ter um balanço positivo das minhas acções, daquilo que fiz, que faço, que tive, que tenho, que posso vir a ter, do que perdi ou simplesmente daquilo que nunca voltarei a ter.
Nunca me vais ouvir dizer que me arrependo do que quer que tenha feito, pois ensinaste-me a sorrir de uma maneira que eu julgava ser apenas uma maneira do cinema e de enganar as pessoas do lado de cá, da vida real, do sonho que nós naquele momento estamos a viver. Esse sonho fica algures entre o sol e a lua, e por mais que eu nunca alcance um ou outro sei com todas as certezas que fiquei quase a meio do caminho porque tu, como se fosses um anjo, levaste-me às nuvens e eu fui e não me arrependo. Tudo o que possam dizer, acredito hoje, que não passa de um ciúme e de algo que nunca sentiram e queriam sentir.
Nunca sentiram algo que fosse verdadeiro e que mesmo depois de ter acabado permanece e nos continua a fazer acordar todos os dias com um sorriso de ponta a ponta. E a isso só posso chamar inveja. Inveja de algo que nunca irão sentir, por mais que tentem…
Não irão ter ao lado aquela pessoa que nos puxa para o lado bom da vida e que nos acolhe nos seus braços e nos faz acreditar que tudo vai ficar bem…
Este caminho fica entre o sol e a lua, a mesma distância que nos separa, a mesma distância que nos une. Porque… “Às vezes as coisas mais pequenas, e a que eu nem dava atenção, e as palavras tão doces e amenas, já escondiam a tua solidão. Faz-me um sinal que eu possa ver…”. Os sinais aparecem constantemente, e por mais que compliquemos simplesmente temos de saber que são sinceros e que devemos ajudar quem nos rodeia. Nem que seja por uma lágrima, por um sorriso, por um abraço, por uma caminhada entre o sol e a lua…
amO.te* E depois?!
Magda Pedro
Ago. 29, 2008