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Tudo se passa em segredo numa praia à beira mar, sempre em noites de céu negro, sem estrelas nem luar. O cenário é um velho hotel, sem janelas para a rua, sinto-me à flor da pele, numa guerra sem quartel, quando te pões toda nua.
Ah! Se chego ao pé de ti, deixo logo de pensar. Ando em louco frenesim, só te quero devorar... Ah! Se chego ao pé de ti.
Do sofá à alcatifa, o teu corpo vai e vem. Fazes-me sentir califa no nirvana de um harém. Enrolada nos lençóis endoideces de prazer, arrancas-te os caracóis, dizes: "Já não posso mais", e não paras de gemer.
Com um gesto sedutor mergulhas vezes sem fim, gritas de desejo e dor, nada pode ser melhor, queres ficar sempre assim. Pões-me a cabeça a ferver, mais em brasa que um ticao, chegas-me a fazer perder, (isto assim nau pode ser) toda a réstia de razão.