O sol brilhava e iluminava o meu rosto.
O brilho dos olhos deixava transparecer a alegria interior,
tal como se a plenitude em mim se tivesse imposto...
Procurávamos ocultar a tempestade anterior...
Chega o momento em que o vento ameaça os dias,
em que o sol fica camuflado pelo desconforto da tempestade...
Escondo a cara, desconfio do caminho para que me guias...
Ponho em causa os sentimentos, a igualdade.
Questiono o ceu sombrio que vejo...
Quantas vezes o que contemplamos não e modelado pelo medo?!
Confronto-o com o olhar atento e persistente, palavras sentidas...
Entao, acontece algo que nao entendo...
A chuva impede-me de ver o sol e o ceu azul,
nega-me aquele estado de espírito superior,
ao mesmo tempo que as lagrimas percorrem a face...
Tal como acontece quando nos sentimos a perder a alegria interior...
Para que fazer do que vivo uma metafora?!
Porque usar o eufemismo para enganar a dor?!
Foste embora quando juramos entrega absoluta...
Fazes-me acreditar que nao mereco o teu amor...
Eunice
21 / 11 / 05
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